Ética: A Essência da Paz

A única revolução possível é dentro de nós.

A realidade histórica vivida por Mahatma Gandhi, indiano (1868-1948), pautada pela liderança ética, nos remete uma reflexão1 para formular um padrão mais elevado no modelo de liderança, aplicável em nossos dias.

Os atributos de Gandhi: a responsabilidade pessoal, a verdade, o amor, o respeito, são legadas para qualquer pessoa que tenha a vontade de exercer uma influência positiva sobre a vida de outras pessoas. Para ele, a dignidade consiste na inclusão da pessoa o acesso à educação, o saneamento, a saúde, a integridade, simbolizados como um serviço em vez de poder. Sendo assim, além da ausência de guerra, a paz deveria ser concebida pela não violência de espírito.Mahatma Gandhi (Ética: A Essência da Paz)

Fomos levados a acreditar que existe um padrão para a moralidade privada e outro para a moralidade pública. Convivemos sob este duplo padrão e ainda permeia em nossa cultura. Já assistimos pessoas assumir a autoria de um trabalho que não realizou. Tornamo-nos céticos por não acreditar em nossos líderes.

Existem privilégios que as pessoas não querem abrir mão. O excesso de apego pode corromper com atitudes aéticas. Dar o exemplo é o papel central da liderança ética.

Lutar por um ideal é alimento que nutre a alma. Porém, sem ação o ideal não passa de um rótulo. A busca de um ideal nunca se encerra. Há sempre espaços para melhorar o mundo.

A verdade tem de ser praticada no contexto dos relacionamentos interpessoais, com uma razão pragmática: ver a realidade como realmente é. Interpretar o que vê a partir do compromisso com a verdade e agir de acordo com a consciência. Tratar os outros como tratamos a nós mesmos é um imperativo ético.

O trabalho deve ser movido por sentimento de responsabilidade pessoal, com aumento da eficiência. Compartilhar experiências significa pôr-se na pele do outro.

Os líderes públicos deveriam ter como premissa entender a realidade com humildade e espírito de servir. O serviço motiva as pessoas por meio do seu sentimento de obrigação pessoal. Eles devem trabalhar pelo bem comum, criando um espírito de sinergia comunitária.

Não há prova maior de humildade que ofendidos perdoem e os ofensores se arrependem. Alimentar mágoas só faz mal para si mesmo,
Paz não é passividade. Paz é ação de cidadania.

Que tal assimilarmos as lições de Gandhi em nossa postura ética?

 


Sadi Zamin
Administrador com Habilitação em Agronegócios; Pós Graduado em: Administração e Estratégia Empresarial; em Gestão Empresarial; e em Gestão Estratégica de Pessoas. Consultor e Fundador da Humanizare Desenvolvimento Pessoal e Profissional. Contato: sadi@humanizare.com.br

Sadi Zamin

Para saber mais
  1. NAIR, Keshavan. Gandhi: a arte da paz – lições de liderança e ética empresarial e política. Trad. Ivo Koritowski. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

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Marcas: Bem Comum, Ética, Moral,

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